segunda-feira, 31 de março de 2014

Sobre nós e as estrelas

Oi, gente.

Mês de Março tá acabando (ufa, foi longo!) e eu quero encerrar o mês com uma postagem especial. Perdoem-me se ela ficou longa, mas é realmente muito especial.



Parte I

Algumas pessoas nasceram para um dia virarem estrelas. No sentido literal, ou quase.
E se, por acaso, tu tiveres conhecido um ser humano-estrela, tens sorte. Nem todos cruzam com gente assim em uma vida inteira.

Bem, eu conheci uma pessoa especial. Eu não tenho certeza onde ela está hoje, mas eu sei muito bem que enquanto ela esteve aqui (morou na mesma casa que eu, se mudou e continuou frequentando o meu lar) ela sempre esteve morando comigo. 

Embora tenhamos passado anos juntos, eu descobri que eu só conheci essa pessoa após encontrar o seu lugar no céu e brilhar. 

O pai, que eu chamava de herói, é hoje mais que isso, mais que um ídolo. Ele virou a minha luz, a minha energia. Encontro-o em meu bem estar, meu sorriso, minha lágrima, no reflexo do meu olhar sobre o mundo. Ou seja, hoje meu pai faz muito mais parte de mim do que antes. 

Agora vocês já sabem que o meu primeiro ser humano-estrela foi ele.

Parte II

Vivo no mundo dos que fogem dos clichês, mas não consigo mais fugir da frase "nada é por acaso". Aos pouquinhos tenho recebido oportunidades que me comprovam isso.

Pedra e mais pedra sobre o meu telhadinho me obrigaram a construir uma estrutura mais forte. Do ano passado pra cá recebi ajuda das coisas que aconteceram sem ser por acaso.

Era para resolver um problema, mas aí tornou-se uma notícia boa e com isso, achei uma carta biográfica do meu pai, o que me ajudou a reconhecer ainda mais o grande cara que ele era. 

Esses dias eu abri um livro que eu nunca havia aberto aqui em casa. Fui por intuito mesmo. Ali estava mais um poema do meu pai. Ele era simplesmente um gênio. 

Inteligente, criativo, artístico, talentoso, sensível e forte. Sonhador inconsequente. Do tipo que pensa e age ao mesmo tempo, como se soubesse que o tempo era curto. Curto, mas suficiente.

Parte III

Que tipo de cara entra no casamento com Stairway to Heaven? 

Do tipo ser humano-estrela. Do tipo que veio para mudar a vida de muitas pessoas e que gerou vidas que muito provavelmente farão como ele. Do tipo que sabia que deixaria sua trajetória marcada para as pessoas certas.

Quando surge uma nebulosa, não será somente uma estrela que nascerá. Tendencialmente, ou apenas cientificamente, falando.

Às vezes eu sinto que estou incluída nesse grupo especial, assim como outras pessoas que estão no meu círculo de relacionamento. 

É estranho quando a gente sente que o "nada é por acaso" e que a gente tem um motivo para estar aqui. É estranho quando a gente percebe que a nossa energia cruza energias compatíveis e que, naturalmente, se encontram uma hora ou outra. É estranho ter a sensação sobre as coisas que acontecerão um dia na tua vida, a sensação que apesar de qualquer coisa, nunca será uma vida fracassada.

É realmente estranho.  Estranho, mas absurdamente único sentir isso. Sentir-se infinito. 

Talvez a minha constelação já esteja sendo formada. Talvez, mas muito talvez.







Um abraço.










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